Com o avanço da idade e a chegada da menopausa, muitas mulheres começam a se perguntar: "Será que agora estou mais vulnerável a doenças como osteoporose?" Essa é uma dúvida muito comum — e a resposta, infelizmente, é sim, o risco pode aumentar. Mas a boa notícia é que existem formas eficazes de prevenção!
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O que é a osteoporose?
A osteoporose é uma condição caracterizada pela redução da densidade mineral óssea e pela deterioração da estrutura do osso, tornando-o mais frágil e suscetível a fraturas.
Ela não costuma apresentar sintomas nas fases iniciais, sendo frequentemente descoberta após uma fratura, geralmente no quadril, punho ou vértebras.
Por que a menopausa aumenta o risco?
Durante a menopausa, a produção do hormônio estrogênio cai bruscamente. Esse hormônio tem um papel protetor no metabolismo ósseo, ajudando a manter o equilíbrio entre a formação e a reabsorção óssea.
Sem essa proteção:
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Os ossos passam a se degradar mais rapidamente.
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A formação de novo tecido ósseo desacelera.
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A perda óssea se intensifica, especialmente nos primeiros 5 a 10 anos após a menopausa.
Fatores de risco
Além da menopausa, outros fatores podem aumentar o risco de desenvolver osteoporose:
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Histórico familiar da doença.
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Baixo peso corporal ou magreza excessiva.
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Dieta pobre em cálcio e vitamina D.
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Sedentarismo.
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Tabagismo e consumo excessivo de álcool.
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Uso prolongado de corticoides ou outros medicamentos que afetam o metabolismo ósseo.
Quais são as possíveis consequências?
A principal consequência da osteoporose são as fraturas espontâneas, que podem ocorrer com pequenos impactos, como um tropeço ou até mesmo um espirro.
As fraturas de quadril e coluna são especialmente perigosas, podendo levar a:
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Perda da mobilidade.
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Dores crônicas.
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Redução da qualidade de vida.
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Aumento do risco de mortalidade em idosos.
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Diagnóstico: Como saber se você tem osteoporose?
O exame mais comum para detectar a osteoporose é a densitometria óssea (DMO). Ele é rápido, indolor e indicado especialmente para mulheres:
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Com mais de 65 anos.
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Pós-menopausa com fatores de risco.
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Com fraturas anteriores inexplicadas.
Prevenção e tratamento
A boa notícia é que a osteoporose pode ser prevenida e tratada, mesmo após o diagnóstico.
Hábitos preventivos:
✅ Alimentação rica em cálcio (leite, vegetais verdes escuros, amêndoas, gergelim, tofu).
✅ Vitamina D (exposição solar diária com proteção adequada ou suplementação).
✅ Atividade física regular, especialmente exercícios de impacto leve (caminhada, dança, musculação).
✅ Evitar cigarro e álcool.
Tratamento:
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Suplementação de cálcio e vitamina D + K2 + Magnésio, (pois sem esses, o cálcio pode não chegar nos ossos) se necessário.
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Reposição hormonal, em casos indicados e avaliados por um médico.
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Medicamentos específicos para fortalecer os ossos (bifosfonatos, denosumabe, entre outros).
Conclusão
A osteoporose não precisa fazer parte do seu futuro. Com informação, prevenção e acompanhamento médico, é possível manter seus ossos fortes e saudáveis ao longo da vida.
A menopausa é uma fase de transformação, mas também de renovação e autocuidado. Cuidar da saúde óssea é um passo fundamental para viver com autonomia, leveza e vitalidade.
Você já fez sua densitometria óssea? Converse com seu ginecologista ou endocrinologista e mantenha seus exames em dia!

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